segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

AMIZADE

Ontem, alguém me ofereceu um livrinho de apontamentos. Nele vêm escritos vários pensamentos sobre amizade:

"É meu amigo quem me socorre, não quem tem pena de mim."
T.Fuller       
    

"Pensa lentamente a hora de escolher amigos; e mais devagar ainda a hora de os trocar." 
B.Franklin


"A única maneira de ter um amigo é sê-lo."
                                                      Emerson


"Demonstra a verdade da tua amizade, sendo amigo de verdade."
S. Bernardo



SEJAM FELIZES.     BOAS FESTAS


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS

Este triptico, representando o Nascimento de Jesus, foi feito cá pelo rapaz, baseado num outro semelhante de um amigo e com autorização deste, quando ainda podia trabalhar em vitral, há já alguns anos.

Tem sido o nosso Natal...


Antes que cada um rume à sua terra para festejar com a familia esta época festiva, fica aqui, o nosso Natal, para todos, mesmo para aqueles que passam em silêncio, COM MUITA AMIZADE e votos de FESTAS FELIZES:



O nosso NATAL

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

COIMBRA À NOITE

video

Há pouco tempo alguém me enviou este video sobre Coimbra, à noite. Não sei a origem. Por que o achei interessante e por se tratar da minha terra adoptiva, deixo-o aqui para todos, sobretudo para aqueles que a não conhecem.
Beijos e abraços

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

NEVÕES

A PROPÓSITO DE NEVÕES:

Poderia começar este episódio assim: “In illo tempore”… mas não. Vem isto a propósito dos nevões que se fizeram sentir, sobretudo a norte, há algum tempo atrás.
Pelo que têm dito os meteorologistas as temperaturas vão descer de novo e é de esperar que volte a nevar.
Estes factos trouxeram-me à memória um nevão ocorrido quando ainda era uma criancinha, aí pelos 10 anos, há muito tempo.
Efectivamente, lá na minha terra, caiu um nevão que deixou a aldeia isolada, com neve na estrada, com mais de um metro de altura.
Não havia limpa-neve ou qualquer outra máquina que a pudesse retirar. Não havia protecção civil ou outra entidade para desobstruir a única via de ligação. Enfim, toda a gente estava entregue a si própria.
Vai daí, ao fim de uns oito dias de isolamento, o povo organizou-se e munido de pás foram desimpedir a estrada.
Como não podia deixar de ser, “para aquecer” lá ia o vinhito. Para além de outras vasilhas era utilizada a “bota”.
Para quem não sabe, a “bota” é uma espécie de cantil em pele que os “nuestros ermanos” usam, ou usavam. Dada a proximidade também lá era utilizada por muita gente. É uma “bota”, mas só de decoração, que vos mostra a foto.
Mas como ia dizendo lá apareceu uma “bota” cheia de vinho tendo eu e o meu amigo Celestino sido encarregados de a guardar e ir dando a quem a solicitasse.
Claro que os putos também queriam experimentar… Diga-se, de passagem, que não é fácil beber.
Normalmente eleva-se a “bota” aí a uns vinte ou trinta centímetros e aponta-se o esguicho para a boca. Claro que tomámos banho de vinho e beber nada. Mas resolvemos de imediato o problema. Desenrosca-se a tampa e aí vai disto.
Algum tempo depois não havia vinho, bebido e entornado, lá se foi…

"Bota", espécie de cantil.

domingo, 5 de dezembro de 2010

OFERTA DE AMIGO DO PEITO

De alguém, meu amigo, recebi este poema de FERNANDO PESSOA que deixo aqui para todos.                                

                                     Fernando Pessoa:

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhámos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas
que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!

- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes
daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!"
                                                                              Fernando Pessoa

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"
                                                                            Fernando Pessoa

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A PAISAGEM...



A ausência tem só esta explicação: Mudança. Estas são vistas do nosso novo sitio.  Ontem foi o dia pior e só muito tarde é que conseguimos armar uma cama para dormir.  Mesmo com uma empresa a fazer o serviço, foi um dia muito cansativo.  Agora falta arrumar tudo.  É aquela altura em que não se sabe onde estão a maior parte das coisas.   Lá ao fundo, por detrás dos prédios, é o mar... da praia da claridade que se vê das varandas traseiras. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"O MAIS ILUSTRE TRANSMONTANO"

Nas minhas viagens pela globosfera tive a sorte de, em mais uma visita a "Paisagens de Trás-os-Montes", http://trasmontesdepaisagens.blogs.sapo.pt, encontrar o poema que segue.
Com a devida vénia e o perdão do proprietário tomei a liberdade de o copiar para o publicar neste meu espaço e dessa forma transmiti-lo aos meus poucos leitores. Espero ser perdoado por este abuso.
Aqui vai:

“O MAIS ILUSTRE TRANSMONTANO" por Armando Jorge e Silva
Há gente ilustre,
Aos montes,
Lá na minha terra de Trás-os-Montes.
Há-os Doutores, Médicos e Legistas,
Professores, Mentores, Catedráticos e Juristas,
Empresários, Engenheiros, Poetas, Padres, Romancistas,
Artesãos que modelam pensamento e arte com as mãos.

Também há Generais,
E mais, muitos mais,
Cujos nomes são atracção
Nas enciclopédias, nos dicionários
E nos anais
Da Nação.

Mas o Transmontano mais nobre
Não tem nome, porque é pobre,
Porque mistura as mãos, a carne,
O sangue, a alma, o ser, à agua, ao ar, à terra
Que o fez nascer;
Que devolve à terra, graciosamente,
Os filhos que gerou com dor
E amor no ventre.

O mais ilustre transmontano
Não vem nos anuais, Diários, Semanários,
Nem telejornais.
É conhecido, Ignorado,
Por vezes, vaiado,
Porque a sua esperança
Não vai muito para lá
Do horizonte
Que o seu olhar alcança.

O mais ilustre transmontano
Finca os pés no torrão agreste recusando a Tentação do ir,
Junta o dia a- noite, a noite ao dia
E faz da sua vida,
Sem hesitação,
Uma oblação continua de dor e agonia.

E grita,
Grita que fica,
Agarrado,
Alapado as raízes da sua terra.

E jura,
Jura, por Deus,
Sobre a campa dos seus,
Que não vai embora
Por esse mundo fora,

Que não desiste,
Que resiste,
Porque sabe que é graças a ele
Que Trás-os-Montes existe.
                                     Armando Jorge e Silva

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DE MARCHA ATRAZ


Hoje vou-vos contar um pequeno episódio de há cerca de 50 anos.
Como já devem ter percebido, naquela altura, cultivava-se trigo no Nordeste Transmontano. No verão era ceifado e carreado para as eiras, onde eram erguidas as medas. A seguir era trilhado para extrair o trigo da espiga.
O meu pai, com os meus irmãos, tinha umas máquinas, debulhadoras, accionadas com um motor e um tractor. O aluguer era pago em trigo, maquia.
Tais máquinas, para além de trabalharem, na freguesia, eram deslocadas para os lugares vizinhos, para o mesmo efeito.
O trigo das maquias ia-se acumulando e era preciso transportá-lo para as tulhas, em casa, para depois ser levado para o celeiro.
Tudo isto para vos dizer: o meu querido irmão Domingos, (lembram-se?) em determinada altura, por volta dos meus 10/11 anos, andava com uma dessas máquinas, salvo erro, em Algosinho. Não tinha carta de condução, pelo que para fugir à G.N.R., o transporte era feito de noite.
Claro que depois de um dia ou uma semana de trabalho o sono apertava. Pois lá ia o Domingos mas, de repente, os olhitos fecharam-se e aí vai ele e o tractor, com o reboque carregado, para fora da estrada. Por azar havia um aqueduto contra o qual embateu. Resultado, para além de despejar a carga, o eixo da frente foi à vida. Partiu-se um dos braços. Ele era serralheiro de profissão. E vai daí tractor de marcha atrás, pois o eixo segurava-se, com a ajuda de um calço do outro lado, e aí vai ele, cerca de 16 quilómetros, para o Mogadouro, para a única oficina onde poderiam repará-lo. Entretanto, para que o trigo já prontinho, não tomasse asas, o meu pai mandou-me, pobre criancinha, guardá-lo, com um empregado, sem que alguém se lembrasse da merenda. Foi um sarilho, mas lá nos aguentamos.
O tractor foi reparado e, mesmo sem o capot, voltou ao trabalho ainda nesse dia…

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

VIAGEM NO TEMPO

Recebi ontem o Boletim de "A PREVIDÊNCIA PORTUGUESA", onde vem publicado, na página em que se dá voz ao associado, o poema que a seguir transcrevo, por que ele traduz exactamente o meu actual estado, o meu sentir... Quase parece que o seu autor, o associado Senhor José Amaral, de Vila Nova de Gaia, me conhece, mas não:

VIAGEM NO TEMPO

Sou construtor de frases
Encadeadas e algum sentido,
Mas por vezes tenho fases
Que me sinto confundido.

Desabafo sentimentos e outras emoções;
No íntimo, com muitos lamentos,
Salpicado de desilusões
Fico com os meus pensamentos.

Nem tudo o que penso eu digo
Para não ser incompreemdido;
Alguns segredos eu bendigo
Ficarem no meu mundo perdido.

Já deste mundo pouco sou
Estou com horas marcado;
Cansado da jorna em que estou
Prefiro ser recambiado.

A Vida e a Morte
São um incógnito dilema:
Qual será a melhor sorte,
Ter uma ou outra por tema?

José Amaral



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

FARANDULO

Farandulo
Foto "surripiada" ao thoense

Em Tó há, ou havia, diversas festas sempre muito concorridas  quer pelos naturais da freguesia quer pelos  habitantes das aldeias vizinhas.
Uma delas é a Festa do Menino que ocorre no primeiro dia de cada ano. Manda a tradição que três  rapazes se vistam de "Cécia" (mulher), de "Moço" e de "Farandulo".
O grupo, ao som do gaiteiro, percorre todas as ruas da aldeia, ao que me lembro, para recolher donativos para o Menino. Durante o trajecto o Farandulo mete-se com as meninas, pintando-as com cortiça queimada, assalta os fumeiros das residências e investe sobre a Cécia procurando agarrá-la. Destes ataques é defendida com afinco e galhardia pelo "Moço".
Durante a noite anterior, ou mesmo durante a tarde, é junta pelos rapazes muita lenha na Praça, em frente à Casa Grande, a qual era, na sua maioria, furtada.
É, então, ateado o fogo que arde sem parar cerca de oito dias. Á volta dela reúne-se toda a gente que, ao som do gaiteiro, vai bebendo uns copos e petiscando o que aparecer.
No dia um, a festa continuava com musica e arraial, onde nunca faltava o "jogo do pau", semelhante ao dos Pauliteiros de Miranda, quase sempre com cabeças partidas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

FOTOS DE TÓ

 Igreja matriz

 Jardim nas trazeiras da Matriz

 Escola Primária/Casa do Povo

 Dois métodos de debulha, há 50 anos

Capela de Santo Cristo, há 50 anos


Altar-mor da Matriz

Escola antiga, onde andei e onde funcionou a mesa de voto nas eleições em que concorreu à Presidência da República o Sr. General Humberto Delgado

Estas são algumas das fotos de Tó, algumas actuais e outras com cerca de 50 anos. Gostaria de publicar uma foto panorâmica que tenho, mas não sei onde está. Talvez um dia a encontre. Agora é quase impossivel voltar lá para fazer outra...

domingo, 7 de novembro de 2010

AI SE FOSSE HOJE...

UMA HISTORIAZITA LÁ DO NORDESTE

Por motivos que, pelo menos agora, não vêm ao caso, nos idos de 1967, cá o rapaz deixou de estudar…
Passei algum tempo sem situação definida. Alguém, que já não recordo, disse-me para ir a um dos serviços públicos do concelho que me aceitariam como estagiário. Assim aconteceu.
Passados os três meses habituais de estágio em que se aprendiam as noções básicas da profissão, fui à minha vida, para casa de meus pais.
Numa visita, algum tempo depois, que fiz aos amigos daquele serviço, aparece-me o Sr. Chefe de Secretaria: “então andaste para aqui a “empatar” e agora não concorres?”… “não seja por isso”. “Empreste aí o Diário do Governo”.
E aí vai disto. Uma vaga em serviço idêntico de Aveiro. Fiz o respectivo requerimento em papel selado, como mandavam as regras, e voltei para a casa dos meus pais…
Isto ter-se-á passado antes do verão. Entretanto decorreram as férias e eu nada. Um outro dia que ali voltei, o mesmo senhor: “então ainda de férias? … “não porquê?”
“Então foste nomeado para Aveiro e andas aqui?”. “Não sei de nada, onde está isso?”
Visto o Diário do Governo, lá estava a minha nomeação e já tinha passado o prazo para tomar posse.
“Não há problema, vou fazer um requerimento”. E fiz. Contei a suas excelências que morava numa pequena aldeia do nordeste, onde não havia Diário da Republica e ninguém me tinha informado da nomeação pelo que requeria o alargamento do prazo.
E assim aconteceu. Passados poucos dias recebi um ofício em que me era concedido o prazo de mais 60 dias para tomar posse. Fi-lo no último dia…
E lá fui eu para Aveiro, de que nada conhecia…
Se fosse hoje… tinha ido às urtigas…

sábado, 30 de outubro de 2010

TÓ - UM POUCO DE HISTÓRIA

BREVE HISTÓRIA DA FREGUESIA DE TÓ

Nota:
Quando quis dizer aqui algo sobre a terra que me viu nascer, fiz várias pesquisas, mas por que nada percebo disso, socorri-me do meu amigo Antero do Neto, de ”mogadouro(ho mogadoyro) que teve a gentileza de me enviar o texto que segue. Nele fiz algumas alterações e acrescentos e por isso peço desculpa ao seu autor, que desconheço. Muito obrigado a ambos.
E já agora digo-vos que vale bem a pena visitar a região, sobretudo na Primavera. Façam-no, pois ali, também é Portugal.


"A freguesia de Tó, curioso nome, único no nosso país, situa-se na parte oriental do concelho de Mogadouro, não muito longe da fronteira espanhola.  Dista treze quilómetros da sede do concelho. Começamos mesmo pelo topónimo Tó.  Segundo alguns autores, tó é o nome de uma flor que surge com abundância nesta região e que o povo colhe com cuidado por lhe reconhecer grandes capacidades curativas nos maus-olhados.  No entanto, parece ser mais crível a teoria segundo a qual Tó seria o genitivo do nome pessoal germânico Thou ou Teudo, rei visigótico do século VII.  Joseph Piel é um dos que apoia esta teoria.  O povoamento inicial da freguesia remonta à pré-história.  Pena Mosqueira é um núcleo constituído por quatro monumentos megalíticos do período Neo-Calcolítico.  Trata-se de um dólmen, cuja parte principal da couraça pétrea parece estar ainda intacta.  No sítio arqueológico de Fraga da Moura, foram detectados vestígios de arte rupestre.  Situado junto à ribeira do Cantinho Novo, ali terá existido uma escultura rupestre do tipo pegada ou ferradura.  Não se conhece o local exacto em que se encontra, ou mesmo se ainda existe.  De datação indeterminada é também o povoado fortificado de Castros.  Sobranceiro à ribeira de Trás, foram detectados à superfície do solo alguns fragmentos de tégula e de cerâmica romana.  No sítio de Poço do Ouro, apareceram diversos achados: fragmento de mó manual em granito, afeiçoada lateralmente; um moinho manual, dormente em granito, afeiçoado lateralmente; e uma escultura ou sulcos cruciformes num afloramento granítico do local.  Nos primeiros tempos pós-fundação da Nacionalidade, Tó parece ter constituído um vilar velho, ou seja, um simples terreno, ou núcleo de terras, pertencente ao termo de Aliste, primeiro, e depois ao de Miranda.  Em termos paroquiais, a respectiva erecção só deve ter ocorrido por volta do século XVI.  Antes, seria apenas uma parte da paróquia de S. Pedro da Bemposta, à qual estava também ligada em termos administrativos.  No que diz respeito ao património edificado da freguesia, destaca-se a Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena, situada no centro da freguesia.  É uma das melhores igrejas deste concelho e uma das que se encontra em melhor estado de conservação.  Começou a ser construída ainda no século XVI, mas em 1621 sofreu obras de ampliação.  Mesmo assim, todo o edifício apresenta linhas muito elegantes, harmoniosas e bem proporcionadas.  Tem torre sineira, de dois pisos, adoçada à fachada principal.  No interior, realça-se a capela-mor abobadada, com uma pintura do Santíssimo Sacramento no centro.  A nave é dividida em quatro tramos por três arcos de diafragma.
Área: 2360 há.
População: 350 habitantes.

“” O lugar, propriamente dito, é grande, tem inúmeras habitações que terão, forçosamente, que estar desabitadas, dada a população actual. Lembro-me de, em criança, as ruas, mesmo durante a semana, estarem repletas de gente activa. Recordo também que, durante algum tempo, quando ali ia visitar os meus pais, encontrar muitos jovens, rapazes e raparigas, que eu não conhecia. Eram filhos dos que tinham lá ficado. Alguns anos mais tarde já conhecia toda a gente, pois eram os “velhos” que restavam. Aqueles filhos quase todos tinham saído procurar sustento noutras paragens.
Naquela altura o forte da freguesia era o cultivo do trigo. Porém os iluminados do poder, atraídos, talvez, pelo lucro das importações, pagaram/subsidiaram os agricultores para que deixassem as terras entregues ao “sr. silva” e o resultado foi o abandono, o empobrecimento e a desertificação.””

Património cultural edificado: Igreja Matriz (Restaurada), Fornos da Telha, Capelas de S. Pedro, do Santo Cristo ou Senhor Da Piedade, Fontes do Lugar, do Chafariz, da Moca em Maria Paz, Lavadouro Público, Fonte de Vilar de Rei em Carriça, Nicho da Nossa Senhora de Fátima na Rua da Rodela, Nicho de S. Cosme e S. Damião, Nicho de S. Caetano em Moinho da Ulmeda (Restaurado) na Rua da Barrosa, Fonte do Milho.
Património Paisagístico: Zona do Castelinho da Serra (Miradouro), Poços do Alto, Lagoa Própria (à Entrada da Povoação), Lagoa de Lagoa Esquerda, Lagoas (junto à Mãe D'água), Barreiro (Antão lugar de extracção de barro, hoje Lagoa), Vale das Rias.
Feiras: Feira Mensal no dia 11 de cada mês, Feira Anual dia 11 de Novembro (Dia de S. Martinho) com matança de Porco, Almoço de Convívio, de Touros.
Festas e Romarias: Festas do Menino ou do Farandulo no 1º dia do Ano; de S. Sebastião a 20 de Janeiro; de Stº António; de Stª Maria Madalena a 22 de Julho; de S. Pedro a 29 de Julho; de Stª Bárbara (Festa Principal) a 15 de Agosto;  de S. Cosme e de S.Damião a 27 de Setembro; de Stª Cruz a 14 de Setembro.
Gastronomia: Matança do Porco, Enchidos (Salpicão, Linguiça, Alheira), Bolito com cascas, Posta mirandesa (com carne da própria Freguesia), Borrego assado ou estufado, Arroz de cabidela, Leitão bizaro .
Locais de lazer: Parque de Merendas (junto ao Moinho da Ulmeda), Salão da Casa do Povo.
Espaços lúdicos: Jardim do Santo Cristo.
Artesanato: Torneados de Madeira, Rendas.
Orago: Stª Maria Madalena.
Principais actividades económicas: Agricultura, Pecuária, Produção de Carnes Mirandesas, Suinicultura (Raça Bizara), Pequeno Comércio, Moagem de Cereais, Serralharia, Carpintaria, Cantaria, Construção Civil.
Colectividades: Associação de Caça e Pesca de Tó.”
(Olhem quis postar aqui algumas fotos, mas o servidor diz que não. Como não percebo nada, fica para outra vez)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O PRÉMIO

Esta rosa, a única existente no"quintal", e as romãs, também do "quintal", são o PRÉMIO para a Sideny, por ter sido a primeira a visitar-me e a comentar na minha "nova casa". Obrigado e beijinhos

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

MISSÕES - MOÇAMBIQUE

PAIS ORFÃOS -2 

Não tinha intenção de trazer a este espaço qualquer referência a um outro, de cariz diferente, mas concluí que eles são indissociáveis.
Lembram-se de PAIS ORFÃOS?
Ontem o nosso amigo P. Pedro tinha combinado mais um almoço connosco e com o casal Dª Graça e Paulo.
Como habitualmente, às onze, quando estamos no “quintal”, fomos à missa.
De alguma forma fomos surpreendidos pela grande afluência. A igreja estava a “abarrotar”. É que se tratava de “enviar” uma missionária leiga para Moçambique onde irá ajudar, sobretudo, crianças.
A missa foi concelebrada por dois Padres Missionários Combonianos e pelo Padre Pedro.
Durante ela foi apresentada à comunidade, pelo presidente da assembleia, a Liliana ou “Lili”, filha de um casal cá da terra. Conhecíamos o avô dela, a mãe e o pai, mas destes, nem sequer sabíamos que eram um casal. Toda a nossa vida foi passada, ao cabo e ao resto, fora daqui.
A “Lili” foi muito acarinhada por todos. Ela sentia, disse-nos mais tarde, a necessidade de partir, em missão, ajudar quem mais precisar. Por isso há dois anos juntou-se aos leigos combonianos e, agora pronta, vai partir no dia 9 de Novembro para Moçambique, por dois anos, pelo menos.
Menina de trato fácil, simples e muito bem-falante, muito raro cá na terra. Era catequista, participava no coro e em muitas outras actividades.
Mas como ia dizendo o P. Pedro tinha combinado aquele almoço. Quando já íamos para a viatura, perguntei-lhe pelos colegas dele.
“AH, isto foi mal combinado, eles tem um lanchinho no clube e depois eu vou ter com eles”. “Qual quê! os quatro ao mesmo tempo, “vamos arranjar uns comes e vamos todos”. E assim foi. Reunimo-nos todos, no clube, para os comes.
Foi aí que falamos com a “Lili”, como disse de trato fácil e muito bem-falante, que não nos conhecia…
No final fomos os quatro para nossa casa onde passamos a tarde. O P. Pedro juntou-se-nos mais tarde e, imaginem, passamos um bom bocado a jogar “ao burro”…
Foi um dia muito diferente e não podemos deixar de agradecer ao P. Pedro e ao casal Dª Graça e Paulo.
            À “Lili” desejamos as maiores felicidades e que tudo lhe corra bem neste caminho que o seu coração escolheu.

sábado, 23 de outubro de 2010

VIAGEM FIM-DE-CURSO

HÁ MUITOS ANOS

NOTA PRÉVIA:
Não sou escritor e nem tenho pretensões a sê-lo. Prometi que ia escrever acerca de coisas de que me fosse lembrando, sem qualquer ordem. A verdade é que nestes últimos tempos me têm vindo à memória coisas e factos ocorridos há muitos anos e, diga-se de passagem, com alguma saudade. Será isso sinal de algo que está para vir? É que já ouvi ou li que isso costuma ser o preâmbulo de determinada enfermidade… Só me faltava essa…
Por outro lado, fez na noite passada cinco anos que renasci. É verdade, depois de um violento enfarte agudo do miocárdio, consegui sobreviver com 30% do coração. Agora cá ando…
Posto isto:

VIAGEM DE FIM-DE-CURSO
(Especialmente dedicado aos meus colegas que não vejo há anos...)
Nos idos tempos de 1966, se não estou em erro, terminado o antigo 5º ano do Liceu, no então, Colégio de Nª Senhora do Caminho, foi organizada uma viagem de fim-de-curso a Santiago de Compostela. Dos meus colegas, de então, só voltei a ver, nestes anos todos, o Albino Peixe que se veio a fixar no mesmo concelho que eu e o Branco e o Figueira que foram meus colegas de profissão, embora em locais diferentes. Encontrei o Manuel Fernandes que também foi meu colega, mas já não sei se só no Colégio se também na Régua, por onde passei. A determinada altura da minha carreira fui encarregado de chefiar um núcleo regional de um laboratório em que ele era técnico. Tive que ir várias vezes à sede, onde o encontrei. Foi ele que me reconheceu. Tinha andado pelo jornalismo até que foi ali parar.
Dos restantes, já poucos nomes me lembro: a minha amiga Ermelinda que terá ido para o Porto, o Abílio e o irmão Manuel, o Beto, o Tico, o Machado, o Mário, os irmãos António e Armando Salomé, o Dino e a Natividade, advogada em Lisboa. Esta minha amiga, um dia, há vários anos, ligou-me. Estava a meio de um serviço que não queria nem devia interromper. A par de outras coisas era eu, na altura, orientador de estágio. Pois a minha amiga e colega queria que ajudasse um seu sobrinho que vinha a uma das faculdades de Coimbra prestar provas para admissão na Instituição onde eu trabalhava. Fiquei feliz por me ter ligado e me ter dito que tinha acompanhado a minha carreira… Fiquei desolado por não poder satisfazer o seu pedido. Estava numa posição muito difícil. Se interferisse, o que ia de encontro aos meus princípios, pois não gosto de cunhas, corria o risco, de mais tarde, ter que contribuir para a sua, eventual, exclusão. Respondi secamente que nada podia fazer… Desculpa Natividade. Espero que continues a ser minha amiga.
Dos restantes, e eram muitos, lembro-me das caras, mas nada mais. Espero que a todos tenha corrido bem a vida, tenham e continuem a ser felizes. É que aquele episódio de há cinco anos, e outros que entretanto surgiram, deixou marcas.
Vou-vos deixar algumas das velhas fotografias, de fraca qualidade, diga-se, que descobri no baú das minhas recordações, pode ser que alguém passe por aqui e se lembre:






quinta-feira, 21 de outubro de 2010

UM MODELO DIFERENTE

Está na hora de ver o resultado dos acertos. Por isso vou deixar-vos aqui um novo modelo da Renault, pelo menos com 5 anos, foi quando passei na "exposição".
Estava exposto nos terrenos de uma carpintaria/serração que existe ou existia no cruzamento onde se vê a placa "TÓ".
Essa carpintaria é ou era dos filhos do Sr. Lousas, carpinteiro lá da terra, junto do qual passava, em miúdo, muito tempo já que era vizinho dos meus pais.
Lembro-me que, numa altura já muito distante, apareceram por lá uns espertos a comprar velharias, sobretudo arcas que ele consertava. A determinada altura acabaram, mas ele não desistiu... Toca de fazer arcas novas de raiz, recorrendo a madeira mais velha.
"Então, ó Loisas, assim não são velharias..." ,"ai são, são. Pega aí nesse martelo e bate com ele, nas tábuas, onde te apetecer... e não digas nada."
E eu, contente por ajudar, toca de martelar... De seguida, queimou, chamuscou, deu banho de não sei o quê, e aí está uma arca velha, acabada de fazer...
O certo é que os espertos das velharias a levaram e a outras, sem que de nada se tenham apercebido...
Parece que os filhos também inventaram um modelo da renault:


Gostam deste modelo? Não sei se está à venda...

Um bom fim-de-semana para todos. Amanhã vou a mais um exame para a revisão, dia em que renasci, há cinco anos.
Obrigado a todo o pessoal do Centro de Saúde e dos HUC que me devolveram a vida, na noite de 22 para 23.
Passem bem e sejam felizes

terça-feira, 19 de outubro de 2010

OLÁ DE NOVO

Isto é para os seguidores de um outro blogue, também sob minha administração.
Tentem vir por aqui para ver se isto funciona. Gostaria de testá-lo, antes de começar a divagar por outras áreas.
Obrigado
JB

domingo, 17 de outubro de 2010

OLÁ, BEM VINDOS

A todos os que visitarem este blogue, ainda e fase de construção, agradeço desde já. Deixem um comentário, nem que seja um simples olá.
Até há bem pouco tempo não pensava em navegar por estas águas. As coisas alteraram-se e "tive" que continuar um outro blogue.
As razões não as vou referir aqui, pois a minha intenção é, se for capaz, desligar um do outro. Vou tentar.
Desde já o meu muito obrigado pela vossa compreensão. Nesse outro blogue fiz amigos fieis que me têm apoiado num momento difícil, contrariamente àqueles que fugiram a sete pés.
Neste blogue vou ser eu: directo, sincero, sem papas na língua (tecla) e sem subterfúgios. Sempre fui assim e não vai ser agora que vou mudar.
Sou trasmontano, ausente, praticamente desde miúdo, mas nunca esqueci as origens.
Mas já chega de paleio, sem interesse. Devo esta homenagem às gentes do Nordeste Trasmontano, tão desprezados que têm sido.
Não sei bem ao certo o que vai ser este blogue. Olhem é o que me vier à mona.
Beijinhos e abraços