sábado, 23 de outubro de 2010

VIAGEM FIM-DE-CURSO

HÁ MUITOS ANOS

NOTA PRÉVIA:
Não sou escritor e nem tenho pretensões a sê-lo. Prometi que ia escrever acerca de coisas de que me fosse lembrando, sem qualquer ordem. A verdade é que nestes últimos tempos me têm vindo à memória coisas e factos ocorridos há muitos anos e, diga-se de passagem, com alguma saudade. Será isso sinal de algo que está para vir? É que já ouvi ou li que isso costuma ser o preâmbulo de determinada enfermidade… Só me faltava essa…
Por outro lado, fez na noite passada cinco anos que renasci. É verdade, depois de um violento enfarte agudo do miocárdio, consegui sobreviver com 30% do coração. Agora cá ando…
Posto isto:

VIAGEM DE FIM-DE-CURSO
(Especialmente dedicado aos meus colegas que não vejo há anos...)
Nos idos tempos de 1966, se não estou em erro, terminado o antigo 5º ano do Liceu, no então, Colégio de Nª Senhora do Caminho, foi organizada uma viagem de fim-de-curso a Santiago de Compostela. Dos meus colegas, de então, só voltei a ver, nestes anos todos, o Albino Peixe que se veio a fixar no mesmo concelho que eu e o Branco e o Figueira que foram meus colegas de profissão, embora em locais diferentes. Encontrei o Manuel Fernandes que também foi meu colega, mas já não sei se só no Colégio se também na Régua, por onde passei. A determinada altura da minha carreira fui encarregado de chefiar um núcleo regional de um laboratório em que ele era técnico. Tive que ir várias vezes à sede, onde o encontrei. Foi ele que me reconheceu. Tinha andado pelo jornalismo até que foi ali parar.
Dos restantes, já poucos nomes me lembro: a minha amiga Ermelinda que terá ido para o Porto, o Abílio e o irmão Manuel, o Beto, o Tico, o Machado, o Mário, os irmãos António e Armando Salomé, o Dino e a Natividade, advogada em Lisboa. Esta minha amiga, um dia, há vários anos, ligou-me. Estava a meio de um serviço que não queria nem devia interromper. A par de outras coisas era eu, na altura, orientador de estágio. Pois a minha amiga e colega queria que ajudasse um seu sobrinho que vinha a uma das faculdades de Coimbra prestar provas para admissão na Instituição onde eu trabalhava. Fiquei feliz por me ter ligado e me ter dito que tinha acompanhado a minha carreira… Fiquei desolado por não poder satisfazer o seu pedido. Estava numa posição muito difícil. Se interferisse, o que ia de encontro aos meus princípios, pois não gosto de cunhas, corria o risco, de mais tarde, ter que contribuir para a sua, eventual, exclusão. Respondi secamente que nada podia fazer… Desculpa Natividade. Espero que continues a ser minha amiga.
Dos restantes, e eram muitos, lembro-me das caras, mas nada mais. Espero que a todos tenha corrido bem a vida, tenham e continuem a ser felizes. É que aquele episódio de há cinco anos, e outros que entretanto surgiram, deixou marcas.
Vou-vos deixar algumas das velhas fotografias, de fraca qualidade, diga-se, que descobri no baú das minhas recordações, pode ser que alguém passe por aqui e se lembre:






4 comentários:

BRANCAMAR disse...

É sempre bom recordar e sabermos dos amigos e colegas. Estando numa terra pequena tenho alguns dessa época, a melhor, que entre Gondomar e Porto continuam a ser um factor de estabilidade para mim, crescemos entre franciscanos e em alguns casos tinhamos pais que eram também amigos, pelo que o convívio foi estreito.
Os amigos, os verdadeiros, são o melhor do mundo.
Força Pai Bártolo, para encontrar os seus amigos e fazer uma reunião em nome dos velhos tempos.
Beijinhos para si e para a mãe São.

JBártolo disse...

Olá Tia Branca:
Pois os dados estão lançados. Vamos lá ver se aparece alguém. Já passaram muitos anos. Apenas sei onde está um ao certo, de que tenho contacto.
Vai dar certo.
Beijinhos de ambos

Susaninha disse...

QUE GIROOOO.....PAI B
ARTOLO É UM CORAJOSO...FORTALHUDO:)
Gosto de ver fotos antigas:)

JBártolo disse...

Eu também gosto muito e sobretudo destas. Pena é que os/as colegas não passem por aqui e digam onde se encontram. Gostava de saber...
Beiginhos