sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

RECORDAÇÕES/AS MINHAS AVENTURAS




AS MINHAS AVENTURAS

Direis vós: do que é que este se lembrou agora? Fotografias de tractores! Oficina/garagem!

Acontece que embora me deite relativamente tarde, acordo muito cedo. Vai daí, começo a “fazer filmes”. Vêm-me à memória factos e episódios antigos, e ainda bem, pois os mais recentes…não quero pensar neles.
O que vos vou relatar, ocorreu há cerca de 56 anos. É verdade, já estou a ficar velhito.
Era um miúdo curioso que gostava de mexer e experimentar tudo.
Então aqui vai:
- Os meus pais como, aliás, toda a gente lá na terra cultivava batatas, para além de outras coisas. No verão, é claro, era preciso regar. Quem se encarregava dessa tarefa era a minha mãe.
Havia, então, um terreno num sítio denominado de “Naba” onde havia um batatal que precisava de rega. Havia lá um poço, mas tirar a água com a “cegonha” já não era tarefa fácil para a minha mãezinha. O motor de rega estava numa outra horta na Laganhosa, um bocado distante.
Percebi o problema e prontamente disse: “mãe eu mudo o motor com o tractor, mas não digas nada aos meus irmãos” que, por acaso estavam ausentes naquele dia…
Eu teria aí os dez anitos…
É por isso que aqui publico a foto do tractor cinzento. Não me parece exactamente igual, mas foi o que encontrei na Net, já que fotografias da altura…não há.
Tratava-se de um tractor da marca Massey Ferguson, de 25 cavalos de potência. Era uma bomba…
Tinha um pormenor interessante: não tinha chave de ignição para o arranque. Depois de ligar punha-se a trabalhar com a alavanca de velocidades numa determinada posição. Sim, não estou a inventar. Nunca o tinha posto a trabalhar. Experimentei no sitio que pensava ser, mas nada.
Por sorte, no local onde estava, onde na foto está o azul, era/é uma descida. Não há problema: engata, destrava e aí vai ele… “pegou de empurrão”.
Eu já sabia guiar, e aí vou eu. A minha mãe foi a pé, claro…
Fiz a mudança. Pedi à mãezita que nada dissesse. Só que me esqueci do rasto.
O meu irmão Francisco, teve que ir para aqueles lados, logo a seguir, e deve ter visto os rastos e perguntou quem tinha mudado o motor.
A minha mãe toda feliz: “foi o Joaquim com o tractor e já reguei”.
Mais comentários para quê. Só que dali em diante: “já sabes mexer…faz”.

****
Se quiserem vejam um outro episódio ocorrido com este tractor no arquivo deste Blog, publicado em 22/11/2010, com o titulo DE MARCHA ATRÁS.

SEJAM FELIZES

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


RECORDAÇÕES 3 (complemento)

Como referi no post anterior não tenho fotos da Laganhosa (Tó-Mogadouro), mas o meu caro amigo Antero Neto enviou-me as que seguem:

 A tal "Charca"

Bebedouro (muito bem restaurado...)

Fonte que nunca seca



Forno (para recuperar???...)

Gostaria de vos deixar outras fotografias que pudessem mostrar o era a Laganhosa, antes da intervenção desastrosa ali levada a efeito, mas como já disse não tenho.
Por isso fui ao goolge maps e tentei identificar  o local, com algumas notas. Se quiserem vêr, basta clicar no link que segue:
 <https://maps.google.com/maps/ms?msa=0&msid=206660811266473830638.0004d585c184bab78d80c&hl=pt-PT&ie=UTF8&t=h&vpsrc=6&ll=41.326718,-6.578434&spn=0.001178,0.002411&z=19>

Quando tiver mais, voltarei...

Não se esqueçam de serem FELIZES

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

FORNOS/TELHA DE CANUDO



FORNOS/TELHA DE CANUDO- Recordações

Nestas andanças pela blogosfera, há dias, vi uma referência aos fornos de telha que havia na Laganhosa, da freguesia de Tó-Mogadouro, a minha terra…
Esse facto trouxe-me à memória o fabrico de telha de canudo que ali era praticado:
Eu era uma criancinha de poucos anos, mas lembro-me quase em pormenor dessa actividade.
Os meus pais, para além dos moinhos na ribeira, que depois foram substituídos por uma moagem, agora em ruinas, na sede a freguesia, detinham inicialmente um forno de cozer telha, precisamente na Laganhosa.
Havia um outro que penso ser dos meus avós maternos, mas que nunca vi funcionar e um outro que era dos Aragões.
O meu pai construiu ou mandou construir um outro, num terreno que ali possuía e que mais tarde foi destruído, quando findou esta actividade.

O fabrico de telha era como é óbvio, efectuado no verão:
O barro para o efeito era colhido, se bem me recordo, nuns barreiros existentes junto do cruzamento de Tó e em outros locais. Era levado para a Laganhosa, onde, em terreno público havia uns barreiros, uma espécie de piscinas, cavados na terra. O barro era ali depositado e depois de amolecido durante alguns dias era pisado com juntas de vacas, até ficar uma pasta consistente e moldável.
Era então que entravam em acção os “artistas”: Lembro-me, sobretudo, do meu irmão Domingos. Num atelier improvisado (buraco no chão) havia uma prancha inclinada aí a 45º. Sobre ela era colocada uma forma em ferro com a parte exterior da grossura a que a telha havia de ficar; pulverizava-se essa prancha com cinza, para o barro não agarrar; colocado ali o barro era estendido por toda a forma com uma espécie de rolo. De seguida arrastava-se, sem levantar, para cima do “galapo” (artefacto de madeira com um cabo e arredondado na forma da telha) que era transportado, normalmente por raparigas, para uma espécie de eira, onde outro “artista” depositava a telha e retirava o galapo e onde a telha ficava a secar.
Chamava-se à tarefa das raparigas: “andar ao galapo”.

Depois de alguns dias a secar a telha era levada para os fornos, onde era depositada, ao alto e em camadas.
Cheio o forno, era, então, ateado fogo queimando-se enormes quantidades de lenha, previamente transportada para o local.
Depois de cozida e arrefecida era desenfornada para se voltar a repetir a mesma tarefa.
Não havia tempo a perder, pois este trabalho só podia ser feito no Verão.

Esta actividade acabou com o surgimento da “telha marselha”, mais ou menos plana que ainda se vê em alguns telhados.

Já há muitos anos que não vou à Laganhosa, local que era uma beleza se tivesse sido aproveitado e preservado para memória futura… Ao invés disso, a última vez que ali passei, vi que destruíram o vale e fizeram uma “charca” (?) ou lá o que isso é.
Dos fornos nada sei, pois embora fossem propriedade privada, nada me custa a crer que também tenham sido destruídos… O mesmo que fizeram ao canal que alimentava um chafariz que servia de bebedouro para o gado passando-lhe com uma máquina por cima. Lamentável…
Tenho pena, mas não tenho fotografias do local e de certeza que já lá não vou recolhê-las…

Sejam FELIZES


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

NOTÍCIAS DO GRILO METÁLICO



Para todos os meus amigos e quantos visitam este sítio aqui vai:
Hoje, tal como programado, fui a consulta de Pace, para ver como está a funcionar e também por que desde os finais do Verão me ando a sentir muito cansado.
Segundo os técnicos o cansaço nada tem a ver com o funcionamento do aparelho: “este é apenas um vigilante que, se for necessário, actua”. Ou seja, se o grilo começar a fibrilar ele “dá-lhe um coice”, pára-o e o coraçãozito voltará a trabalhar normalmente.
Portanto, nesse aspecto está tudo bem.

Lá para o Verão, se tudo correr bem, entretanto, terei nova consulta, da especialidade, precedida de vários exames, e então se verá.

Agora o mais interessante:
     Lembram-se daquele “cruzeiro” que fizemos às Berlengas, em Julho do ano passado?  Lembram-se também de ter dito que a viagem para lá não correu bem … (cfr. em arquivo do blogue)
Explicação:
    Tudo ficou registado e estive quase a levar o tal “coice”:
Ocorreram episódios às: “12,10;  12,14;  12,16;  12,17 e  12,19”.
Foi a parte final da viagem de ida, quando as coisas estavam bem foscas. Se fosse mais comprida…

Por isso, parece que não posso fazer mais cruzeiros. E logo agora que um tal de gaspar e quejandos me “pouparam” na aposentação, aparece isto !!! ...
É que para além do mais ainda tenho que forçosamente ser solidário… e eu a pensar que "solidariedade" era um assunto pessoal. Bem, parece que não… É mais um imposto...

Beijinhos e abraços e SEJAM FELIZES