quarta-feira, 2 de maio de 2012

PROTECÇÃO OU SORTE?




Deixem que vos conte uma pequena história, verdadeira, que para mim tem um significado especial.
Depois dos acontecimentos que são do conhecimento, pelo menos, de alguns visitantes deste espaço, por que não conseguíamos voltar à casa que detínhamos, resolvemos vendê-la e deslocarmo-nos para outra cidade.
Posta à venda numa imobiliária resolvemos começar a fazer contactos e procurar um outro apartamento, na praia, mais adequado ao meu estado.
Vimos vários e sentimo-nos um tanto embeiçados por dois, ambos na zona antiga da cidade. Um tinha sido construído por uma firma, ao que julgo saber, da câmara municipal, bastante bom. Era relativamente barato, mas já estava à venda há algum tempo, sem que ninguém lhe pegasse… Talvez se corresse o risco de o prédio vir a ser afectado à habitação social…
O outro era de uma firma, importante e, ao que pensava, sólida, da cidade. Tinha um tipo de construção muito diferente e também muito bom. O preço era um pouco superior.
O nosso continuava à venda…
Entretanto é-nos solicitado que nos dirigíssemos à sede desta firma, pois o senhor arquitecto-gerente, pessoa muito lúcida, na casa dos noventa anos, queria fazer-nos uma proposta:
Sei que gostaram do apartamento. Fazemos a escritura, mudam-se para lá e quando venderem o vosso pagam este.”
Agradecemos a confiança, já que não nos conhecia de lado algum, mas como é lógico, para nós, recusamos.
Acabamos por comprar, pouco tempo depois, noutro sítio, numa zona nova e mais agradável.
Mas o que queria efectivamente dizer era:
Soubemos a passada semana que o primeiro continua desabitado, onde estaríamos apenas os dois, sozinhos e sem a eventual ajuda dos vizinhos.
O segundo está a ser vendido em hasta pública, ao que parece, por aquela firma ter ido à falência. E não era uma firma qualquer.
Não sei se teríamos vendido o nosso a tempo de realizar a escritura… mas mesmo assim quem vai ocupar os outros apartamentos, vendidos desta forma?
Seriam só sarilhos, problemas e, sei lá que mais, que iam ser muito difíceis de aguentar, pelo menos por nós…
Por isso, pergunto: terá sido sorte ou protecção?
Perdoem-me, mas acredito nesta. Obrigado…filha.



3 comentários:

BRANCAMAR disse...

Fiquei comovida.
Embora eu seja uma pessoa muitas vezes tocada pela razão, sou-o também muito pelo coração e há tantos momentos na vida em que acredito em tanto de sobrenatural que não sei explicar, nem me preocupo em explicar, apenas sei que é assim, porque o amor que sinto me diz que há algo que me protege.
Há 15 anos tive um acidente de viação em férias, na zona de Sabugal, um camião em velocidade, vindo de uma curva num cruzamento, não conseguiu evitar o despiste em cima do nosso carro e de repente vi uma coisa enorme e amarela aproximar-se da janela do marido que conduzia e numa fracção de segundos, sem sentir que tinha saído do sítio eu estava com um fémur partido, o marido semi-inconsciente, a filha e o filho com ferimentos ligeiros, ela pior, depois de toda a trapalhada e muitas peripécias e transferências para o Porto e uma hospitalização de 15 dias cheguei a casa e quando vi o carro pensei o mesmo que o pai Bártolo, pensei na minha avó e toda a família mo dizia, só um milagre nos poderia ter feito sair vivos daquele carro e apenas porque o camião apanhou a parte mais dura e já a desviar e de raspão, todo o eixo do carro estava torcido de tal maneira a frente do carro era irreconhecível, mesmo por dentro. Para além do milagre de o embate ter sido no eixo e todos estarmos vivos, houve outro milagre, o de apesar de o marido ter feito um pequeno coágulo no cérebro e ter tido uma estnose de uma carótida, com um ligeiro AVC, a recuperação foi total, porque disse o neurologista a sorte foi brutal por ser no sítio que foi, bastava o coágulo ser uns milimetros para a direita ou para a esquerda, para poder deixar sequelas muito complicadas de vária ordem.

Tenho muito que agradecer a Deus, mas acredito que mais alguém estava lá.


Beijos e dias felizes.
Branca

sideny disse...

Olá Sr. Bártolo

As vezes as coisas nâo acontecem por acaso.

Acho que alguém estava lá a ajuda-lo, e ainda bem .

beijinhos e tudo de bom

JMBártolo disse...

Olá:
O que dizer mais... Creio que me compreendem bem.
Obrigado a ambas.
Beijinhos