segunda-feira, 20 de janeiro de 2014




MORENONOME PRÓPRIO OU ALCUNHA ???

Há momentos na vida em que temos que, forçosamente, parar e pensar. Porquê?
Não, não estou a delirar…

Muitos dos que me conhecem sabem que na minha terra éramos conhecidos por “MORENOS”: O A. Moreno, o D. Moreno, o F. Moreno, a M. Moreno e o J. Moreno.
Nunca soube ao certo qual era a origem do nome: se alcunha ou nome próprio. Isso intrigava-me, pois o que eu sabia era que o meu pai tinha sido criado pela minha visavó que, como é óbvio, não conheci.
Também não conheci os meus avós paternos e dos maternos não me lembro das suas caras. Sei que moravam perto da Capela de São Pedro.
Recordo apenas um episódio: Teria uns sete ou oito anos. O meu avô materno tinha um relógio de bolso, com uma corrente parecida com prata. “Quando eu morrer, dou-te este relógio”. Em data que não sei precisar alguém me disse: “o avô vai morrer”. Saltei a correr e recordo que num quarto escuro, não havia electricidade, o meu avô estava na cama. “Então vai-me dar o relógio?” “Dou. Toma lá”.

Guardei-o durante algum tempo, até que apareceram os relógios de pulso cauny que pegou moda... Tanto chateei o meu pai que acabou por ir ter com o Ti Manuel Relojoeiro, conhecido na zona e que morava em Santiago, trocando o relógio de bolso por um de pulso daquela marca. Claro que o Ti Manuel Relojoeiro nem pestanejou. E lá se foi a única recordação dos meus avós.

Vem tudo isto a propósito de que não sei quase nada acerca da minha infância. Fui “obrigado” a crescer praticamente desenraizado, sozinho.
Há alguns meses, no ano passado, querendo pôr algumas coisas em ordem, falei com duas advogadas amigas que por sua vez me encaminharam para uma Srª Drª Notária. Na hora de esclarecer certos pormenores, cheguei à conclusão de que nada sabia. Deu-se a volta e as coisas resolveram-se.
Mas a questão mantinha-se. Sempre me interroguei: porquê “Morenos”? Aquelas duas amigas encaminharam-me, e através da Conservatória, obtive registos dos meus avós. Não consegui ir mais além, pois os registos respectivos estão no Arquivo Distrital.

Fiquei a saber que “Moreno” é afinal o apelido da minha avó paterna: Maria da Ascensão Moreno e que o meu avô se chamou José Joaquim B…; Os meus avós maternos foram Francisco dos Anjos Conde e Ludovina dos Anjos Parra. Também aqui não sei qual o parentesco com outros “Parra” da aldeia.

Tenho pena que não me tenham posto o nome Conde… Gostaria muito.

FAÇAM FAVOR DE SEREM FELIZES

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ANIVERSÁRIO


HOJE SERIA O SEU ANIVERSÁRIO...
02/01/71 - 10/032010

Descansa em paz.

Copiado da Tia Arminda para ti, Susana  (clicar neste endereço)

FAÇAM FAVOR DE SEREM FELIZES

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS - MEMÓRIAS


Quando, em Outubro de 2010, comecei a construir este blogue, era minha intenção escrever, divulgar e dar a conhecer a minha terra de nascimento, segundo as minhas memórias.
TÓ, que inspirou o nome deste blogue, é uma freguesia do concelho de Mogadouro, cheia de tradições. Pensei que seria capaz de transmitir, pelo menos, algumas das recordações de criança, já que de lá saí muito cedo.
Cresci fora, fixei-me noutra região, onde trabalhei e acabei por ficar.
Não fui capaz de cumprir o que tinha pensado, pois fui verificando que já pouco ou nada sabia ou me lembrava.
Devo um muito obrigado a todos os amigos e conhecidos de Coimbra, Miranda do Corvo e Figueira da Foz que me acolheram e aceitaram como se um deles fosse.
A todos os que por aqui passarem, como agradecimento e estima, deixo os meus sinceros VOTOS DE UM FELIZ NATAL, junto de todos os que vos são queridos.

NÃO SE ESQUEÇAM DE SEREM FELIZES

quarta-feira, 20 de novembro de 2013


DESASSOSSEGO

Como todos sabem que por alturas do verão é frequente fazerem-se rastreiros nas praias que visam prevenir o aparecimento de cancro da pele.
No passado verão isso aconteceu aqui. Tinha aparecido uma mancha no rosto da São e o seu aspecto não parecia, aos leigos, nada bom. Aproveitou-se a oportunidade e lá vamos nós… Efeituado o rastreio a médica responsável encaminhou-a para consulta no Centro de Saúde que por sua vez a enviou para consulta da especialidade no Hospital desta cidade. Não era nada urgente…
A consulta foi marcada para o dia de hoje. À hora marcada lá estávamos nós.
Logo o médico se apressou a dizer que estivéssemos calmos que não era nada de grave sendo apenas consequência da normal exposição solar.
Problema resolvido.
Só que desde aquela data até hoje muita coisa passou pela cabecita, muitas noites sem dormir e sobretudo o pensar se seria capaz de enfrentar outra situação deste tipo; se seria capaz de voltar a entrar no hospital da especialidade…
Já tudo está passado.
Não desejo a ninguém a passagem por estas situações.
Peço-vos que me desculpem este desabafo, mas… não teria outra forma de o fazer.
Agora está tudo bem e hoje já vou dormir descansado.
Beijos e abraços para todos


NÃO SE ESQUEÇAM DE SEREM FELIZES