UMA HISTORIAZITA LÁ DO NORDESTE
Por motivos que, pelo menos agora, não vêm ao caso, nos idos de 1967, cá o rapaz deixou de estudar…
Passei algum tempo sem situação definida. Alguém, que já não recordo, disse-me para ir a um dos serviços públicos do concelho que me aceitariam como estagiário. Assim aconteceu.
Passados os três meses habituais de estágio em que se aprendiam as noções básicas da profissão, fui à minha vida, para casa de meus pais.
Numa visita, algum tempo depois, que fiz aos amigos daquele serviço, aparece-me o Sr. Chefe de Secretaria: “então andaste para aqui a “empatar” e agora não concorres?”… “não seja por isso”. “Empreste aí o Diário do Governo”.
E aí vai disto. Uma vaga em serviço idêntico de Aveiro. Fiz o respectivo requerimento em papel selado, como mandavam as regras, e voltei para a casa dos meus pais…
Isto ter-se-á passado antes do verão. Entretanto decorreram as férias e eu nada. Um outro dia que ali voltei, o mesmo senhor: “então ainda de férias? … “não porquê?”
“Então foste nomeado para Aveiro e andas aqui?”. “Não sei de nada, onde está isso?”
Visto o Diário do Governo, lá estava a minha nomeação e já tinha passado o prazo para tomar posse.
“Não há problema, vou fazer um requerimento”. E fiz. Contei a suas excelências que morava numa pequena aldeia do nordeste, onde não havia Diário da Republica e ninguém me tinha informado da nomeação pelo que requeria o alargamento do prazo.
E assim aconteceu. Passados poucos dias recebi um ofício em que me era concedido o prazo de mais 60 dias para tomar posse. Fi-lo no último dia…
E lá fui eu para Aveiro, de que nada conhecia…
Se fosse hoje… tinha ido às urtigas…